Projeto promove debate e intervenção cultural sobre diversidade e direitos da juventude
Na tarde desta terça-feira (27), mais de 80 estudantes da E.E.E.M Baltazar De Oliveira Garcia participaram de um evento dinâmico que uniu arte, cultura e discussão política. A atividade fez parte do projeto “Cultura LGBTQIAP+ em Rede”, que busca promover a reflexão sobre diversidade e representatividade por meio da arte e do diálogo.
O artista Edu Freitas abriu o evento com uma apresentação de Slam, levando poesia e performance para um coletivo formado por quatro turmas do primeiro ano da escola. Sua intervenção artística estimulou a plateia a refletir sobre identidade, expressão e resistência. Para o poeta de slam, esse tipo de evento apresenta soluções para dilemas que a juventude encontra diariamente.
“O artista independente já é desvalorizado e pessoas LGBTQIAP+ são menos ainda, então projetos como o Cultura LGBTQIAP+ em Rede, são importantes porque nos dão voz e priorizam o nosso trabalho. Para que assim consigamos mostrar nossa arte para o mundo”, destacou Edu.
Após a apresentação, os estudantes participaram de um debate sobre o Estatuto da Juventude, conduzido por Niara, vice-presidenta Sul da União Nacional dos Estudantes (UNE). A conversa abordou os direitos da juventude, políticas públicas e a importância da mobilização estudantil na luta por igualdade e inclusão.
O evento reforçou o papel da escola como espaço de formação crítica e acolhimento à diversidade, proporcionando aos jovens uma experiência enriquecedora que une cultura, política e cidadania.
Sobre o artista:
Freitas é um artista trans não-binário, poeta de slam, arte-educador e militante, cuja trajetória no hip-hop e na poesia começou em 2023 após uma apresentação de slam em sua escola. Desde então, vem se destacando na cena, participando de competições e representando a juventude em congressos estudantis em São Paulo, onde compartilha seus versos e perspectiva crítica. Atualmente, também atua como diretor do movimento antirracista na UJS, unindo arte e ativismo na luta contra as opressões, valorizando a cultura, a educação popular e o fortalecimento das raízes ancestrais.